Aquilo que não te contaram sobre os erros

Aquilo que não te contaram sobre os erros

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Por um bom tempo eu me julguei por não ter feito certas escolhas durante os meus 20 e poucos anos. Na minha cabeça pairavam questionamentos como “porque não continuei minha pós em Marketing para Mídias Sociais”, “porque sai do mercado em 2014 após trabalhar na Globo para ir morar em uma cidade pequena e tentar outras coisas” e blá blá blá. Tudo bobagem.

Hoje, beirando os 31 anos, percebo que tomei as melhores decisões, mas eu não tinha como saber disso naquela época. Não ter continuado a minha pós me fez ter o tempo suficiente para descobrir de fato qual rumo quero seguir na minha vida profissional. Sábado (27/04) início a minha especialização em Leitura e Produção Textual e não poderia estar mais feliz e animada. Essa felicidade era quase zero por cento presente quando decidi me matricular no curso anterior, há alguns anos. O tempo é curto, o dinheiro precisa ser valorizado. Ainda bem que não continuei!

Os caminhos que trilhei me trouxeram até aqui

Em 2014 trabalhei como funcionária temporária no Projac, da Globo. Para alguns profissionais da minha área – jornalismo – isso poderia ser o ápice dos sonhos, e foi. Mas, quando trabalhei lá por sete meses, vivenciei algumas coisas do ambiente corporativo jornalístico que foram totalmente contra minha forma de ver a vida. Não, não acho a Rede Globo um mostro da tv. Lá existem pessoas INCRÍVEIS dando suor e finais de semana para trazer até às telas das tvs, computadores e jornais conteúdo bem produzido. A questão era só que eu queria trabalhar com algo mais a ver comigo, e ainda não era aquilo.

Por isso, aproveitei que minha mãe e padrasto estavam indo morar em uma cidade próxima ao Rio de Janeiro e decidi ir junto. Com o afastamento da vida agitada da capital, descobri que precisava me afastar da minha profissão também. Criei alguns negócios autônomos, como um bazar de roupas semi-novas. Foi uma aventura. Foi cansativo. Talvez não repetisse isso, mas sabe? Me afastar do jornalismo padrão me fez perceber que ele estava se transformando em uma área na qual eu não queria mais estar presente. E hoje cá estou eu: escrevendo, fazendo pós nessa área e botando a cara no sol do mundo onde eu sempre quis estar inserida: o maravilhoso – e árduo – mundo dos que querem SIM vivenciar seus sonhos.

Se permita continuar experimentando: está tudo bem testar novas possibilidades

Em um diálogo entre a personagem Kit e sua mãe, no filme Loja de Unicórnios (Netflix), que assisti recentemente, a mãe dela diz uma frase que me trouxe até o tema desse texto:

“A coisa mais adulta que você pode fazer é falhar no que gosta.”

Errar é adulto, até porque nem sempre o que consideramos errado de fato é. Algumas escolhas talvez sejam as menos boas que poderíamos ter tomado, confesso, como uma mini lista de namoros falhos que tive antes de conhecer o cara mais legal do universo, o Rapha. Mas aí, fazendo terapia, percebi que eu entrei nesse turbilhão apenas porque tinha situações a serem resolvidas dentro de mim. Quando resolvi: plim! Me vi confiante, me vi sendo eu mesma e atrai para mim alguém que vibra na minha – real – frequência.

Tudo isso é lindo, mas não é simples

Hoje, na idade em que todas as mulheres deveriam estar sendo bem-sucedidas profissionalmente (como diz a sociedade, a qual não ouço nem um cadinho), estou reiniciando a minha, com pouca grana na conta (ainda) e um friozinho na barriga que meu Deus, parece o primeiro dia de aula da 3ª série! Mas eu vou. Vou com medo, com sono, com vários aperreios financeiros na cabeça e muita força de vontade.

Aos quase 31, estou feliz exatamente por ser quem eu sou. Errar aos vinte e poucos anos não poderia ter sido melhor!

Gostou do texto? Então vou sugerir essa leitura: As 5 grandes mentiras que contamos para nós

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  1. Confesso que ler esse texto me deu esperança futura rss. Fico feliz que suas escolhas tenham te surpreendido Quel. Eu espero que as minhas escolhas de agora aos 20 e pouco tbm me surpreendam lá na frente, e que eu me sinta tão feliz e realizada quanto você. Ansiosa com o que está por vir.